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Seduc envia carteiras velhas e rabiscadas para Escola João Sato
Imprensa idônea e independente para investigar, acompanhar e tornar público fatos incríveis, que de outra forma não chegaria ao conhecimento do povo. A afirmação é de uma funcionária pública, cujo nome não divulgamos por motivos óbvios.
Ontem, por volta de 11h00min a Escola Estadual João Sato recebeu um caminhão baú que transportava 410 carteiras escolares. O conjunto das carteiras que seriam novinhas, segundo a nota de transporte custou R$19.402,80. Veja fotos aqui.
Escola reformada, carteiras novas. Essa seria a lógica. Porém, a direção, coordenação e professores, em uma reação inédita, chegaram a trancar o portão quando conferiram o material descarregado: era um presente de grego. Tratava-se de carteiras velhas, riscadas, sujas e enviadas para o interior como se aqui o povo fosse de classe inferior.
Para acompanhar o fato, o chefe do Executivo e representantes do Legislativo Municipal foram chamados à Escola para conferir o material velho que fora desembarcado.
De acordo com a diretora da Unidade escolar João Sato, senhora Conceição Barbosa, o governador Silval Barbosa (PMDB) e o Secretário de Educação Ságuas Moraes (PT) foram informados por telefone, pelo Executivo Municipal. Ságuas teria se desculpado em telefonema ao Prefeito Sidney Salomé (PMDB).
Com a recusa das autoridades escolares em receber o material na Escola João Sato, a "sucata" começou a ser re-embarcada às 16 horas para ser levada de volta à sua origem. Veja aqui foto de outras sucatas no pátio da Escola.
Sem dúvida, quem arquitetou o plano, pensou que no final de semana o material seria descarregado sem a devida conferência, mas o arquiteto dessa "arte" não contou com a astúcia do corpo docente da Escola: acompanhar a entrega de perto. Foi aí que a falha sistêmia do plano inicial se revelou gerando uma cadeia de reclamações do Executivo, Legislativo e do corpo docente escolar.
A Folha de Araputanga vem acompanhando o "atoleiro da reforma" que se instalou na Escola João Sato desde o início das obras. Confira algumas reportatens publicadas ao longo do tempo, através dos temas abaixo:
- Quinto aditivo de prazo para entrega da obra de reforma da Escola João Sato;
- Aditivo financeiro para continuidade nas obras de reforma da escola João Sato;
- Manifestação pacífica pelas ruas de Araputanga pede a retomada da reforma da escola João Sato;
- Português denuncia obra paralisada ao Ministério Público de Araputanga;
- Deputado Português cobra conclusão de obra em escola de Araputanga;
- Conclusão da reforma de escola deve ser feita pela Prefeitura;
- Secretária Adjunta de Estrutura Escolar visitou obra paralisada da Escola João Sato;
- Prefeito Sidney Salomé contrata empresa para finalizar reforma da Escola João Sato;
- Vereadores aprovaram verba para retomar reforma da Escola João Sato;
A reportagem da Folha foi informada que na sexta-feira (17) a transportadora descarregou o material (novo), que viria para Araputanga, em uma escola de Várzea Grande-MT e carregou o “refugo”, também de uma escola naquela mesma cidade. Apesar de ser questionado diversas vezes, pela imprensa e pelo corpo docente da escola, o motorista se negou a revelar o nome da escola que recebeu as carteiras novas e, ao mesmo tempo se livrou das carteiras velhas enviadas para Araputanga. Muito pressionado, o motorista apenas disse que o carregamento foi feito em uma escola localizada na Avenida Filinto Muller, em Várzea Grande.
Quando a reforma da Escola João Sato começou e os problemas foram se instalando, certa vez a diretora disse que "A reforma seria entregue a gosto de Deus". Tomara que o mesmo não ocorra agora com o reenvio de novas carteias para Araputanga e, quando enviá-las, que sejam de fato, novas.

